Senado aprova Projeto de Lei que derruba rol taxativo

Senado aprova Projeto de Lei que derruba rol taxativo

O Senado aprovou nesta segunda-feira (29) o Projeto de Lei 2.033/2022 que derruba o rol taxativo para cobertura de planos de saúde. Agora, o PL que pode obrigar os planos de saúde a financiar  tratamentos de saúde ainda que não estejam na lista mantida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Agora, o projeto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro. 

O rol taxativo é uma interpretação da lei 9.656, de 1998 que rege a atuação dos planos de saúde no Brasil. A cobertura deve ser estabelecida pela ANS que mantém um Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde (Reps). Acontece que em junho passado, um julgamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que ia planos só estariam obrigados a financiar tratamentos listados no Reps. 

Com a decisão do Senado, fica determinado que o Reps funcionará apenas como referência básica para os planos nacionais. Para ser aceito, um tratamento que não consta na lista deve, por sua vez, cumprir as seguintes condições: 

– ter eficácia comprovada cientificamente;

– ser recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec); e

 – ser recomendado por pelo menos um órgão de avaliação de tecnologias em saúde com renome internacional.

Dia histórico

Relator do projeto, o senador Romário (PL-RJ) destacou que está causa reuniu famílias e entidades. Além disso, classificou a decisão do STJ como injusta. “Hoje é um dia histórico, um dia em que a sociedade brasileira se mobiliza e vence o lobby poderoso dos planos de saúde. O rol taxativo é o rol que mata. Vidas humanas importam e a ninguém pode ser recusado um tratamento de saúde”, afirmou.

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) afirmou que um dos efeitos do “rol taxativo” está relacionado à demora para reconhecimento de doenças raras. “A maioria das doenças raras levam anos para ter uma CID [Classificação Internacional de Doenças]. Os pais estavam perdendo o tratamento dos seus filhos, com eficácia terapêutica confirmada”, completou, na ocasião. (Com informações da Agência Estado)

Comentários

Respostas de 2

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais notícias

Medicamento para nanismo alcança 3ª maior consulta pública da história

Remédio para acondroplasia teve 14.266 votos e agora incorporação no SUS segue em análise Com 14.266 votos, a consulta pública para o Vosoritida, comercialmente conhecido como Voxzogo alcançou a 3ª maior votação envolvendo medicamentos da história da Conitec, órgão responsável pela incorporação de medicações no

Medicamento para nanismo alcança 3ª maior consulta pública da história

Remédio para acondroplasia teve 14.266 votos e agora incorporação no SUS segue em análise Com 14.266 votos, a consulta pública para o Vosoritida, comercialmente conhecido como Voxzogo alcançou a 3ª maior votação envolvendo medicamentos da história da Conitec, órgão responsável pela incorporação de medicações no