“Pacientes com nanismo tendem a ter dentes mais afiados, mais casos de cárie e gengivite”, diz odontopediatra 

“Pacientes com nanismo tendem a ter dentes mais afiados, mais casos de cárie e gengivite”, diz odontopediatra 

Todas as crianças, com nanismo ou não, precisam de acompanhamento odontopediátrico desde o nascimento dos primeiros dentinhos. Mas há especificidades que implicam em um cuidado ainda maior com as crianças diagnosticadas com a deficiência. Este foi um dos temas discutidos no 4° Encontro Nacional Somos Todos Gigantes, realizado em Bela Vista de Goiás pelo Instituto Nacional de Nanismo (INN) neste final de semana prolongado. A convidada: Vanessa Reis! 

Há cinco anos a odontopediatra Vanessa começou a atender pacientes com deficiência em Senador Canedo, na Região Metropolitana de Goiânia. Há um ano, por indicação da pediatra Simone Ramos, Vanessa conheceu a Esther, a nossa gigante de Goiânia que tem displasia diastrófica. 

Durante a palestra, Vanessa explicou que há casos de ausências de dentes, outros em forma de cone, muito grandes ou dentes que se unem e fusionam. “Nos pacientes com nanismo, a mandíbula não se desenvolve e os pacientes tendem a ter dentes mais afiados, mais casos de cárie e gengivite. A ida ao dentista precocemente, possibilita orientação de como escovar, o que fazer e a gente acompanha radiograficamente e clinicamente para saber como esses dentes estão descendo, como estão se posicionando. Tem ausência de dentes? Dente a mais ou retido?”. 

Faltam especialistas 

A odontopediatra disse que hoje 50% dos seus pacientes são autistas e mesmo não tendo feito especialização em autismo, fez capacitação em pacientes com deficiência. Uma dose de amor e uma vontade de servir, foram responsáveis por pacientes indicando outros até que a agenda ficou completa. Sobre outros especialistas na área, ela afirma que há resistência e que muitos preferem simplesmente repassar pacientes a quem já está habituado, como ela. 

“Ninguém põe a mão. As pessoas têm medo de lidar com o diferente. Vai ficar uma hora com um paciente diferente, difícil. Não precisamos apenas de livros, precisamos de vontade e acolhimento. Falta isso em muitos profissionais”, acrescentou Vanessa.

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